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O Profano e o Sagrado em Caravaggio

 O Profano e o Sagrado em Caravaggio.

Essa é uma pintura de Miguel Ângelo Merisi, que nasceu na região de Lombardia, pequena aldeia de Caravaggio no ano de 1571 e foi filho do mestre de obras Fermo Mirisi. Aos seis anos sobreviveu a peste bubônica, mas a maior parte de sua família foi morta. Depois com a ajuda de sua família conseguiu ser matriculado no ateliê de Simoni Peterzano em Milão onde aprendeu a suas lições de desenho e pintura. Caravaggio teve três influências que foi Leonardo com seu Claro e escuro, Micheangelo com a volumetria corporal e com Rafael a cor. Caravaggio ressalta nas sua pintura a dor, o desespero, o apelo, a tensão. O divino em Caravaggio em sujo, maltrapilho. Caravaggio quer tirar as máscaras de uma arte sagrada e mostrar como realmente era a realidade daquele período de Jesus. O aspecto da sombras como uma parte profana e a luz que realça o corpo nos mostra a cena, o momento, a contemplação de uma arte que nos passa o ambiente ao qual Cristo viveu e o que a bíblia realmente fala. Caravaggio vira as costas a idealização da pintura e nos mostra através de seus modelos uma arte mais realista, onde as pessoas são bêbados, prostitutas. Caravaggio era um pintor marginal, um pintor que não parecia estar de bem com a vida mas a sua pintura nos mostra a realidade que talvez ele via, uma realidade no período da contra reforma e os ideias do antropocentrismo e humanismo imperando naquele período.
Cristo na pintura de Caravaggio é um Cristo mais humano. A técnica de Michelangelo do scorso que o corpo da figura salta para fora da tela foi feita por Caravaggio para dizer que aquilo é uma pintura e não a realidade.
A arte profana em Caravaggio é diferente ,ele tira do panteão divino e traz mais para a vida na sua carnação.
Essa pintura se chama ceia de Emaús. Reflete no momento que jesus abençoe a refeição.



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