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História da Gravura

 História da Gravura

Sobretudo devemos pensar o que é gravura para Carlos Martins (1981, p. 9) "gravar é um modo de expressão". Já para Ian Chilvers (1996, p. 234) " A gravura é um processo de incisões e talhos em placas ou blocos de metal, madeira, pedra etc. Assim existe uma matriz, matriz é como se fosse um molde onde é feito a partir dela as outras gravuras. A partir desse matriz é possível fazer peças que podem ser assinadas e numeradas. O gravurista pode fazer as gravuras e a partir do exemplar número um a gravura é mais cara do que um exemplar número 100, porque foi a primeira feita. Em uma pintura acontece a mesma coisa a pintura número um é mais cara e isso nós podemos ver no exemplo da Mona Lisa do Leonardo da Vinci que é um exemplar único e não tem valor estimado. O processo de impressão tanto em gravuras e livros ficou mais barato com o barateamento do processo de feitura, porque uma tecnologia melhor e mais desenvolvida diminui os preços das gravuras e dos livros, por exemplo, para se fazer alguma anotação nos tempos do Egito ou se usava papiro ou blocos onde eram escritos, depois com a invenção do papel as coisas ficaram melhores, mas na época do renascimento o papel era caro. Leonardo da Vinci , por exemplo, usava papel para fazer anotações e ele preenchia todo o papel com anotações porque era muito caro. Olhe esses exemplos de gravura:
Essa é uma obra de Cornelis Cort, ele copiou pintores famosos como Rafael Sanzio e Tiziano. Outro grande gravador foi Goya que copiou a obra de Velasquez chamada " Las Meninas" ou "As Meninas" essa obra se encontra no museu Goya, de Ibercaja em Zaragoza. No Brasil de acordo com Toledo Palomo (1966, p.49):
" Desde o começo da colonização as crônicas revelam algumas notícias nas quais se indica a participação decisiva da gravura no ensino das artes. O Frei Toribio de Benavente, o célebre Motolinia, conta que os indígenas "se revelaram grandes pintores depois que viram as mostras e imagens de Flandres e da Itália trazidas pelos espanhóis, sendo que muitas dessas ricas peças chegaram a estas terras {referência às colônias} {...}".
Olha essa gravura sobre papel de Lucas Vorsterman que é uma cópia da pintura de Peter Paul Rubens que se chama "A descida da cruz":
Aqui a luz é mais teatral, porém na gravura as partes mais escuras é onde a cor impregnou no papel com a ajuda de uma prensa. A gravura demorou para ser considerada arte, até mesmo, no século XX a gravura era considerada uma arte menor.
Na pré-história as gravuras eram feitas, por exemplo, com a mão cheia de tinta e era colocada a mão na parede, não se sabe ao certo porque eles faziam isso. A gravura era usada na Suméria como um selo que assina documentos, eles usavam argila e usavam um molde e prensavam a argila no molde e depois no que eles queriam para fazer a gravura. Eles chamavam-se selos de Uruk. Na China em 105 os chineses inventaram o papel e isso modificou o jeito de fazer gravura porque eles usavam para fazer a xilogravura, as gravuras chinesas são mais naturais e fluídas. Porque a China com as ideias de Confúcio o zen é mais presente e os próprios ideogramas são uma escrita mais fluída. O uso do nanquim é uma predominância mais oriental e que é muito usado hoje nos Mangás que foi um termo cunhado pelo Hokusai. O papel chega a Europa no século XV o uso dado a xilogravura foi a confecção de cartas de baralho, charges de humor, estampas de santos, ensinamentos ou recomendações religiosas e que se converteram no que se chamou de livro xilográfico.
No ocidente em meados do século XV a xilogravura ( Xilo (madeira) e gravura (gravar)) era usada em produções de livros, com isso as edições eram divididas em duas classes: "Cópias de luxo" que eram xilogravuras coloridas à mão, e "cópias ordinárias" em preto e branco. Porém foi com Albrecht Durer que a xilogravura virou arte. As suas xilogravuras mostravam o apocalipse da Bíblia. Olhe essa xilogravura:
Durer foi um dos primeiros artistas a criaram uma marca para estampar as suas obras e a brigar por ser o único a utiliza-la e hoje nós chamamos isso de copyright. Existia outro grande gravurista chamado Jacques Callot (1592-1635) que elevou o status da gravura ao usa-la junto ao desenho. Callot foi quem inspirou Goya a entrar no mundo da gravura de acordo com os críticos. Ele fez uma gravura que retratou as vítimas da guerra na guerra dos trinta anos.
Outro grande gravurista foi Piranesi ( 1720-1778) que realizou 2 mil gravuras relacionadas a arquitetura e que possivelmente influenciou Escher (1898-1972). Outro grande gravurista foi Honoré Daumier (1808- 1979) que fazia sátiras políticas e social, e ele fez uma litografia dos rejeitados pelos salões de arte.
A xilogravura é uma arte antiga que surgiu na China , em que, utiliza a madeira para fazer entalhes, deixando em relevo a parte que quer produzir. Na fase final existe uma prensa que exerce pressão e revela a imagem no papel. O desenho sai ao contrário do que foi talhado, de forma espelhada. Existem duas técnicas para se fazer a xilogravura, o método de topo e de fio, o método de topo é um corte transversal na madeira e o de fio são cortes menores em formatos retangulares. A xilogravura no começo tanto no oriente quanto no ocidente era feita para produzir livros, mas com a invenção do papel a técnica passou a fazer parte dessa nova arte. O livro xilográfico mais antigo é o sutra do diamante, porém a xilogravura já fazia parte do século V.
A chegada do papel a Europa no século XV possibilitou a feitura de livros xilográficos, como por exemplo, " A Arte da Guerra" de Volturius de 1472 e os romances de cavalaria como o "Livro de Vespasiano" de 1496. No inicio a xilogravura possibilitava apenas as gravuras em preto e branco, porém as coloridas eram feitas por ilustradores. Depois com prensa de tipos moveis de Gutemberg eram feitas com xilogravuras apenas as ilustrações. As xilogravuras nasceram como linhas negras em fundos brancos, mas por volta de 1500 apareceram na Suíça as linhas brancas sobre fundos escuros que foi inventada por Urs Graf, o velho (1485-1528) e isso podemos pensar que é igual as cerâmicas gregas onde existia as cerâmicas com fundo vermelho e figuras negras e outras com fundo negro e figuras vermelhas, isso é só um exemplo de como as técnicas vão se aprimorando com o passar do tempo e elas podem criar novas possibilidades para fazer uma arte.



 
 
 
 
 
 
 
 
 

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